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Boa tarde. Tenho nome, idade e sexo. É muito provável que ao divulgar o meu nome, rapidamente entendam (entendas, ainda não percebi se estás sozinho) o meu sexo. O nome é André, o sexo é o masculino (do Lat. masculinu adj., que é do sexo dos animais machos; relativo a varão ou a macho; varonil; forte; enérgico; activo; próprio de homem). Com isto não estou a indicar que tenho todas ou sequer alguma das características da palavra masculino. Daí, também não entender, qual a necessidade de me identificar como Sr. André Cruz, 1.79m, Sol., sexo: Masculino!
A contradição está no facto de primeiro dizer que pertenço ao grupo de seres masculinos e logo a seguir dizer que sou designer. Ou designer e “músico”. Mas, masculino!
Ainda pior do que tudo isto, nunca fui “forte, enérgico, activo” o suficiente para ter o que quer que fosse publicado na internet. Sou extremamente moderno: uso peças de vestuário, calçado nos pés (por vezes botas), não bato em mulheres, vivo num apartamento e até já fui a uma inauguração das exposições em Miguel Bombarda! No entanto, internet? Nada! Até hoje!
Um dia quero ter um site, onde possa expôr os meus belos trabalhos e com isso conseguir ter mais clientes e mais dinheiro e ficar mais rico (há 50% de hipóteses de isto acontecer caso eu venha mesmo a ter um site). Não tenho, nunca tive, mas gostava de ter, um site pessoal. Penso bastante no acto de “expôr design gráfico”. Quer seja na internet, num livro, revista ou até mesmo numa galeria. Não vou concluír este pensamento até porque não tenho conclusão, só vos (te, estás mesmo sozinho?) queria expôr um tema no qual penso com alguma regularidade.
Expôr. Design gráfico/expôr móveis. Expomóvel? Ok, existe, faz sentido e é, obviamente, obsoleto.
Para primeira “entrada” do blog parece-me bastante fraquinha, não sei bem o que vou fazer aqui daqui para a frente, mas o Homem (masculino ou feminino) deve tentar.
A imagem aqui em cima é um dos meus trabalhos mais recentes. Cartaz para um concerto do Remix Ensemble com obras inspiradas nos Velvet Underground, Interstellar Overdrive (Pink Floyd) e Professor’s Bad Trip. Depois de ver o espectáculo, acho que devia haver mais insanidade. Não só no cartaz mas também no concerto. Andamos nós, os inspiradinhos, a tomar as drogas erradas enquanto os inspiradores sabiam bem o que andavam a fazer. Destaco um momento verdadeiramente insano e cómico na obra do Vítor Rua (guitarrista que abomino musicalmente), inspirada no disco Interstellar Overdrive dos Pink Floyd. De resto não destaco mais nada. A não ser o cartaz, que como se vê está aqui em destaque.
Filed under: design , andre cruz, artesanato, design, gastronomia, mundo novo, novo mundo, sizo
Ora cá estámos! Sempre um prazer ouvi-lo e agora lê-lo.
Continuação de muito boa escrita, com o seu toque de humor e ironia a que já nos habituou.
Varonil!!
Espetáculo.
Continuação Sr. Cruz.
I´m a huge fan… Onde estás a trabalhar agora?
Continua firme hein!